A participação da mulher na política brasileira e os desafios rumo à democracia paritária

Texto 1

Segundo dados da União Parlamentar, organização internacional responsável pela análise dos parlamentos mundiais, o Brasil está em 129º lugar no ranking que analisa a participação feminina na política. Os dados relacionados ao Brasil são referentes às últimas eleições para o Congresso Nacional, realizadas em outubro de 2022.
Embora as mulheres representem 52,65% do eleitorado brasileiro, o número de cargos políticos ocupados por elas ainda é baixo quando comparado ao dos homens. Nas últimas eleições, a Câmara dos Deputados teve um aumento de 77 para 91 no número de cadeiras ocupadas por mulheres, o que corresponde a um percentual de 18% do total. No Senado Federal, apenas quatro dos vinte e sete estados elegeram mulheres.

(Disponível em: https://www.plural.jor.br/colunas/focanojornalismo/representatividade-feminina-na-politica/)

Texto 2

A Lei nº 9504/97, Lei Federal das Eleições, estabelece que cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e máximo de 70% das vagas para candidaturas de cada sexo. O objetivo é estimular os partidos políticos a apoiarem candidaturas femininas. Mas, para a Professora Josete (PT), vereadora da CMC, apesar de a norma ter sido um passo importante, ela não resolve o problema.
“Eu acho que essa cota tinha que ser nas cadeiras, para que a gente pudesse realmente ter uma representação maior. São muitos desafios ainda. Então, por mais que as mulheres se coloquem, muitas vezes dentro do próprio partido existe uma tendência a apoiar as candidaturas masculinas”, declara a vereadora.

(Disponível em: https://www.plural.jor.br/colunas/focanojornalismo/representatividade-feminina-na-politica/)

Texto 3

Para a professora Máira Nunes, mestre em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e doutora em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), são diversas questões estruturais que influenciam para este cenário. Uma delas é histórica, pois “as mulheres foram relegadas ao espaço doméstico e excluídas das esferas de exercício da cidadania”.
Outro fator é social, pois as mulheres continuam acumulando funções domésticas e de cuidado, o que “impede que se especializem e tenham tempo para a participação nos quadros partidários ou em campanhas eleitorais”, explica.

(Disponível em: https://www.plural.jor.br/colunas/focanojornalismo/representatividade-feminina-na-politica/)

Texto 4

 

A sub-representação da mulher na política não é apenas injusta, é também prejudicial ao país. Essa foi uma das constatações dos participantes durante a abertura do Seminário Mais Mulheres na Política, nesta segunda-feira (30), no Senado. O evento é uma iniciativa da liderança da Bancada Feminina e da Procuradoria da Mulher do Senado, com o apoio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados.

— Isso tem que mudar. É uma sub-representação não apenas injusta, mas que tem consequências indesejáveis para o nosso país. Digo isso porque acredito que a maior participação das mulheres — além de fazer avançar as pautas femininas, evidentemente — traz um novo olhar para a política, muda o jeito de se fazer política — disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante a abertura do seminário. (Fonte: Agência Senado)

Tendo os textos acima como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo acerca do tema:

A participação da mulher na política brasileira e os desafios rumo à democracia paritária.

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